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Gaeco deflagra operação contra policiais rodoviários suspeitos de corrupção no Paraná

Publicada em 04/06/2025 às 08:56h - 22 visualizações

por Umuarama News


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O Ministério Público do Paraná, por meio do Gaeco de Guarapuava, cumpriu nesta terça-feira (3/06) 29 mandados de busca e apreensão e um de busca pessoal em 10 cidades do estado: Guarapuava, São José dos Pinhais, Prudentópolis, Pitanga, Laranjeiras do Sul, Ponta Grossa, Mauá da Serra, Cascavel, Pinhão e Manoel Ribas. A ação faz parte da Operação Rota 466, que investiga policiais militares rodoviários suspeitos de concussão (extorsão praticada por servidor público), organização criminosa e lavagem de dinheiro.

Durante a operação, duas pessoas foram presas em flagrante por posse ilegal de armas e munições. Foram apreendidos equipamentos eletrônicos (principalmente celulares), dois veículos e cerca de R$ 37 mil em dinheiro. Além disso, oito policiais militares foram afastados das funções operacionais, tendo seus armamentos e fardamento recolhidos.

Esquema de propinas na PR-466

De acordo com as investigações, os policiais atuavam no trecho entre Guarapuava e Pitanga, na Rodovia PR-466, e cobravam propina de motoristas para não aplicar multas por infrações de trânsito. Os valores variavam entre R$ 150 e R$ 5 mil por abordagem, sendo pagos, na maioria das vezes, por transferências via PIX para contas de laranjas.

Em apenas um dia, uma das contas chegou a receber sete transferências relacionadas ao pagamento de propinas.

Envolvimento com saqueadores de cargas

As investigações revelaram ainda que os mesmos policiais tinham ligação com grupos de saqueadores e receptadores de cargas tombadas na rodovia. Em algumas situações, eles permitiam que esses criminosos saqueassem mercadorias de caminhões acidentados, mesmo já estando no local para atender a ocorrência.

Ações e desdobramentos

Os mandados foram expedidos pela Vara da Auditoria da Justiça Militar do Paraná e a operação contou com o apoio da Corregedoria da Polícia Militar.

O promotor de Justiça Pedro Henrique Brazão Papaiz, que conduz o caso, destacou que as investigações continuam para aprofundar a responsabilização dos envolvidos, tanto servidores públicos quanto particulares beneficiados pelos crimes.

 




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