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Redação - Rádio Carol FM 87,9
Com Informações: Umuarama News
Por: João Victor de Freitas Rodriguês


Integrantes do MST (Movimento dos Trabalhadores Sem Terra) ameaçam invadir uma propriedade rural localizada dentro dos limites do município de Umuarama no próximo final de semana. O mesmo grupo, em junho de 2025, havia se instalado em uma propriedade na região da Estrada Divisora, próximo à área conhecida como Três Placas, a cerca de 15 quilômetros da Fazenda Pico do Juazeiro, que agora seria o alvo do movimento.
A intenção do grupo, em ambas as ocasiões, é ocupar a propriedade que, segundo o Movimento, ainda está em processo de análise pelo Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária), a fim de definir se a área é ou não produtiva.
Novos rumores indicam que o mesmo grupo estaria se preparando novamente para invadir a fazenda. Conforme fontes, há fortes indícios de que as lideranças estão organizando o movimento para ingressar na Fazenda Pico do Juazeiro, que possui 1.620 alqueires paulistas e atualmente conta com vários arrendatários, além da exploração direta pelos proprietários na produção de gado de engorda, cana, mandioca, sementes e outros insumos. Segundo informações repassadas ao Portal Umuarama News, a propriedade tem alta produtividade.
Os responsáveis pelo MST, que aguardam a chegada de famílias do estado de São Paulo, afirmaram que irão impedir a retirada de maquinários utilizados diariamente na produção, assim como do gado presente na fazenda.
A ameaça de invasão já mobilizou órgãos municipais, estaduais e federais. Segundo Sidney Lujan, presidente do Sindicato Rural de Umuarama, uma reunião marcada para hoje (terça-feira, 27), à tarde, com forças de segurança do município e do Estado, tratará dos detalhes sobre o possível envio de equipes à localidade.
“Hoje estaremos junto com os novos comandantes das Polícias Civil e Militar de Umuarama e vamos tratar deste assunto também. Já mantivemos contato com a Faep”, destaca Lujan. Ele ressalta ainda que será através da documentação já apresentada no Incra pelos representantes da fazenda que haverá a definição. “O Incra é quem definirá se a propriedade é, ou não, produtiva. Por enquanto, estamos em alerta para impedir qualquer tipo de abuso”, conclui.
Com base no estatuto interno do MST, entidade que é ‘organizada’, mas não tem personalidade jurídica, para conseguir se beneficiar de uma área sob análise do Incra, é preciso que os membros estejam nas proximidades da área e dentro dos limites do município.