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Redação - Rádio Carol FM 87,9
Com Informações: Umuarama News
Por: João Victor de Freitas Rodriguês


A noite de ontem (terça-feira, 25) entrou para a história recente de Cascavel como uma das mais dramáticas e turbulentas do ano. Em um intervalo de poucas horas, a cidade foi palco de uma perseguição policial que terminou com a morte de um soldado do GOTRAN e, logo depois, do falecimento da mãe do motorista suspeito de causar o acidente fatal. A sucessão de acontecimentos gerou forte comoção, revolta e um clima de tensão generalizada na região oeste do município.
O policial militar morto foi identificado como Ariel Julio Rubenich, de 34 anos, integrante do 6º Batalhão de Polícia Militar.
Segundo relatos colhidos no local, Rubenich participava de uma perseguição a um Passat branco que transitava pela Avenida Tancredo Neves, no Bairro Alto Alegre. Durante a ação, o condutor do veículo teria fechado a motocicleta da PM, fazendo com que o policial perdesse o controle e fosse arremessado ao solo. O impacto foi violento. Mesmo após longas tentativas de reanimação realizadas pelo Corpo de Bombeiros, o soldado não resistiu.
A perseguição ao motorista do Passat continuou mesmo após o acidente, avançando por diversas ruas e bairros da região oeste. Conforme detalhou o comandante do 6º BPM, Tenente-Coronel Divonsir Oliveira Santos, o suspeito dirigia em alta velocidade, desrespeitando preferenciais e “jogando o carro contra as motos da polícia na tentativa de derrubar outros militares”. O homem acabou capturado nas proximidades do Hospital Universitário. Segundo o comandante, ele possui extensa ficha criminal, incluindo homicídio e tráfico de drogas, e transportava entorpecentes no veículo.
Em meio à prisão, familiares do suspeito tentaram impedir a ação da PM e chegaram a confrontar os policiais, sendo contidos depois de momentos de grande tensão. A situação ganharia contornos ainda mais trágicos instantes depois.
A mãe do motorista preso, ao presenciar a detenção do filho, passou mal e desabou. Socorristas foram acionados inicialmente até a Rua Tapajós, no Bairro Santo Onofre, mas antes de receber atendimento completo, ela foi levada por familiares à UPA Tancredo Neves. O quadro de saúde se agravou rapidamente e, mesmo após tentativas de estabilização, a mulher sofreu um infarto fulminante e morreu na unidade. Até o fechamento desta matéria, sua identidade não havia sido divulgada. Na UPA, o pai do suspeito também foi detido após desacatar policiais e desobedecer às ordens durante o atendimento.
Morte da mãe do suspeito
A morte do soldado Ariel provocou profunda comoção entre colegas e superiores. O comandante Divonsir, emocionado, destacou o comprometimento do militar: “Ele morreu honrando seu juramento, até o sacrifício da própria vida. Rubenich era um policial exemplar, um guerreiro. A corporação perde um herói”.
Caso segue sob investigação
Mesmo com o suspeito preso, a Polícia Militar afirma que as investigações continuam, já que existe a possibilidade de que mais drogas tenham sido descartadas durante a fuga. Equipes permanecem em buscas pela região.
A cidade amanheceu abalada pela sequência trágica de eventos: um policial morto em serviço, uma mãe falecida horas após a prisão do filho e uma comunidade inteira tentando compreender uma noite marcada por violência, desespero e perda.
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Por: João Victor de Freitas Rodriguês