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Redação - Rádio Carol FM 87,9
Com Informações: Umuarama News
Por: João Victor de Freitas Rodriguês


Um incêndio destruiu grande parte de uma residência em Alto Piquiri na madrugada da sexta-feira (14), mobilizando vizinhos e a Defesa Civil por volta da 1h. Moradores próximos foram os primeiros a perceber a fumaça e iniciaram o combate às chamas com mangueiras enquanto aguardavam a chegada da equipe de emergência.
Segundo o coordenador da Defesa Civil, Wellington Rodrigo, ao chegar ao local os agentes encontraram os vizinhos tentando evitar que o fogo se espalhasse para outras casas. Inicialmente, a suspeita era de que o incêndio pudesse ter sido provocado intencionalmente, já que o morador vive sozinho e relatos preliminares apontavam transtornos mentais – informação que depois foi corrigida pela família.
No interior da residência, a equipe identificou roupas sobre uma panela elétrica, que estava ligada e sem suporte adequado. A hipótese técnica é de que uma descarga elétrica tenha provocado centelhas, iniciando o fogo no quarto onde estavam os objetos. As chamas se espalharam rapidamente, atingindo dois quartos, cozinha e banheiro. Embora a estrutura de alvenaria tenha ajudado a conter a propagação para casas vizinhas, toda a cobertura foi perdida.
O morador conseguiu sair minutos antes da expansão das chamas. No fim de semana, a mãe dele procurou a Defesa Civil para esclarecer o ocorrido. Ela informou que o filho havia colocado o celular para carregar e foi tomar banho. Pouco depois, sentiu cheiro de queimado e, ao sair do banheiro, já encontrou o quarto em chamas. Vestiu-se rapidamente, saiu da casa e correu para pedir ajuda à mãe, que mora em outra residência. Enquanto isso, vizinhos perceberam a fumaça e iniciaram o combate ao fogo.
A mãe também esclareceu que o filho é autista e não possui transtornos mentais, corrigindo versões inicialmente repassadas pelos moradores. A Defesa Civil levou cerca de uma hora para controlar totalmente as chamas e isolar a área. A casa permanece seriamente danificada e deve passar por avaliação técnica. O caso será acompanhado pelos serviços de assistência social devido à vulnerabilidade do morador e ao risco de novos incidentes.
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Por: João Victor de Freitas Rodriguês